Voltar ao site

Epidemia tem efeitos distintos

nas indústrias

· Clipping

Ana Conceição | Valor Econômico

Os efeitos da epidemia do Covid-19 sobre as linhas de produção de diversos setores da indústria não são iguais. No segmento de eletroeletrônicos, por exemplo, o desabastecimento é observado principalmente nos insumos para fabricação de celulares e computadores. No dia 2 de março, cerca de 200 funcionários da fábrica da LG Eletronics em Taubaté (SP) entram em férias coletivas por causa da falta de peças para produção de celulares. Eles voltam a trabalhar hoje, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté. Foi a única empresa da região a relatar problemas, diz a entidade. Já no ABC paulista, o Sindicato dos Metalúrgicos não recebeu pedidos para férias coletivas ou redução de horas de trabalho.

Na indústria de máquinas e equipamentos não há relato de problemas de desabastecimento ou interrupção de produção, de acordo com a Abimaq. Mas há empresas que decidiram substituir componentes da China por fabricados no Brasil e outros países, de modo preventivo. De todas as máquinas consumidas no Brasil, 53% são importadas. Dessas, 18% vêm da China.

Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), diz que o varejo de vestuário tem substituído produto chinês por brasileiro por causa de interrupções no fornecimento. No segmento têxtil, que depende em grande parte de insumos importados como corantes e fibras sintéticas, não há casos de interrupção de produção. “Há dificuldade na chegada de produtos, mas o setor tem estoque, seja nas fábricas, seja nos distribuidores.”

Caso o fluxo de insumos não se normalize em 90 dias, pode haver desabastecimento, afirma. Mas há ainda a possibilidade de substituição por fornecedores de outras regiões. No setor farmacêutico, o Sindusfarma informou que há estoques suficientes para operar até junho.

Outros setores que ainda não têm problemas relevantes causados pela pandemia de coronavírus é o químico e o automobilístico. Já a indústria gráfica relata escassez de lona de impressão para cartazes e banners. Segundo a Abigraf, existe apenas um fabricante brasileiro desse material. Pedidos feitos a fornecedores chineses em janeiro ainda não foram entregues e algumas empresas já relatam perda de 10% na receita.

Nesta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) começou a fazer um levantamento entre os segmentos industriais para avaliar o impacto da pandemia do coronavírus. Informações devem estar disponíveis na próxima semana.

Todos os Posts
×

Quase pronto…

Acabámos de lhe enviar um email. Por favor, clique no link no email para confirmar sua subscrição!

OK

 
IR Member
 
 

Telefone: 55 11 3074 2222

e-mail: contato@ferraznet.com.br

Endereço: Rua Joaquim Floriano, 397 - 7º e 8º andar - 04534 011 - São Paulo - SP

© 2018 - Ferraz de Camargo Advogados